sexta-feira, 24 de agosto de 2007


Cantando pelo mundo lá vou eu , escarnecendo, falando de amor ou de amigo vou me encontrar com a duvida, com a dualidade, subjetividade e emoção. Amo, mas odeio, vivo, mas estou morta, alimento-me mas tenho fome, sou espírito mas também carnal. E essa me insegurança me leva a buscar nova qualidade de vida, fugirei para o campo, torno-me bucólica, venha comigo, viva a vida Carpem Diem. Porém, desse mundo de tranqüilidade vem a mim más emoções. Spin. Estou entediada. Fuga. Morro numa taverna. Sonho. É nesse plano que vivo. Cai da bolha das maravilhas e cheguei a realidade, tomo para mim suas expressões e me fico impressionada com as impressões do impressionismo(Calma, essa repetição já é de outro movimento literário). Resolvo me entregar ao determinismo, disseco-o torno o singular somente mais um e analiso-o como um todo. Parto para outra forma de arte. Arte meramente pela arte, sem emoção. Assusta-me olhar para um vazo chinês e não sentir nenhuma emoção. Cansei-me disto e assim entrego-me de peito aberto a Cruz do Souza então que eu seja fruto do Vermelho, talvez vista como a Flor saindo da tristeza do Frio. Supero-me e assim torno-me mais eu. De um cubo viro o mar, do mar um triangulo e daí simplesmente me destruo, para daí surgir a modernidade. Sou eu literatura, mutante e anormal de canção trovadoreira transformo-me no surreal. Do surreal surgi brasileira, antropofágica e nacionalista, apesar de criticada ainda continuo, falo do sertão ao sul do Brasil , pessoas e aspectos culturais são o que importa, fujo das normas, que os quartetos e tercetos se explodam .Hoje dou lugar ao contemporâneo não quebra imagens conceitos ou regras, só junta tudo e apazigua-me em tempo de guerra e por isso me torna singular.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Palavras

  • "Continue a nadar, continue a nadar" me diria a peixinha louca de um conhecido filminho de desenho animado. Mas será que estou tão animada para continuar nadando? Hoje, depois de cansativas 12h de aulas quase que seguidas e antes de estudar para 3 testes e fazer um trabalho, estou aqui escrevendo esse textinho, não sei ao certo porque, ele provavelmente não te fará menos ou mais feliz, mas talvez lhe traga algo de novo.
    No sábado que se passou minha turma de cursinho foi indagada por um professor que nos perguntou algo tipo: quem já perguntou a Deus em suas orações de 'Deus me ajude' se ele precisa da sua ajuda para algo? Alguns de nós com sua visão religiosa fizeram cara de "Quem sou eu para ajudar a Deus?", uns com o sorriso amarelo disseram que sim e outros admitiram que isso nunca passou pela sua cabeça. Isso foi algo que não me admirou muito, afinal temos o olhar viciado, geralmente muito ocupados na nossa rotina desgastante nos deixamos levar por uma visão egoísta do mundo e por isso em nosso dia a dia só temos 3 visões:
  • Olhamos para cima, afinal é lá que estão nossos objetivos mais íntimos;
  • Olhamos para frente, porque é para onde seguir;
  • Olhamos para os lados, pois as vezes precisamos de certa ajuda.
    Mas isso talvez não seja o certo, como já diria outro desenho animado, devemos ter "visão alem do alcance" e assim deixar-mos o egocentrismo de lado. Olhe para a subjetividade das coisas, das dicas que lhe são dadas por quem está ao seu redor pelos mesmos. Olhe o intimo, busque as cores presentes nos pensamentos de cada um. Importe-se com eles, mas com cautela. E assim estaremos num mundo melhor, numa morada melhor, vivendo melhor e com uma mente melhor.





domingo, 12 de agosto de 2007

Mais um textinho subjetivo

Aflita, porém decidida. Decidida porque lutar é o certo a fazer, um dia talvez desista, mas hoje se fizesse isso não seria eu. Minha cabeça parece dar nós, mas e as nozes, eu amo nozes, mas odeio esses nós da minha cabeça, e o nós, eu, tu e eles/elas, onde fica o consciente coletivo? Será que nas estrelas?Bem, acho que as estrelas não são o foco inicial do texto. Voltando ao foco inicial eu gosto de nozes, bolo de nozes, doce de nozes...ops! Não era esse o foco do texto. Voltando aos nos de minha cabeça, eles só pioram. Não gosto de me responsabilizar por ninguém, mas hoje realmente devo ser responsável por mim e por nós. Mas e as nozes? As nozes não! O nós e o futuro, pensei sobre isso ontem, é assustador, o futuro é sempre assustador, seja o mais próximo ou mais distante. Mas e os nós? Essas caraminholas ainda estarão em meus pensamentos? Caraminholas me lembram caramelos, mas não são doces como eles, são amargas e nos trazem uma certa dor. Mas e as nozes?!As nozes não, os nós! Ou seria o nós? Oh textinho confuso eim? Assim como quem agora o digita. Pergunto-me se tenho feito as escolhas certas. Utilizando um clichê: Só o tempo dirá. Enquanto isso eu irei comer nozes.
Carol Almeida