Cantando pelo mundo lá vou eu , escarnecendo, falando de amor ou de amigo vou me encontrar com a duvida, com a dualidade, subjetividade e emoção. Amo, mas odeio, vivo, mas estou morta, alimento-me mas tenho fome, sou espírito mas também carnal. E essa me insegurança me leva a buscar nova qualidade de vida, fugirei para o campo, torno-me bucólica, venha comigo, viva a vida Carpem Diem. Porém, desse mundo de tranqüilidade vem a mim más emoções. Spin. Estou entediada. Fuga. Morro numa taverna. Sonho. É nesse plano que vivo. Cai da bolha das maravilhas e cheguei a realidade, tomo para mim suas expressões e me fico impressionada com as impressões do impressionismo(Calma, essa repetição já é de outro movimento literário). Resolvo me entregar ao determinismo, disseco-o torno o singular somente mais um e analiso-o como um todo. Parto para outra forma de arte. Arte meramente pela arte, sem emoção. Assusta-me olhar para um vazo chinês e não sentir nenhuma emoção. Cansei-me disto e assim entrego-me de peito aberto a Cruz do Souza então que eu seja fruto do Vermelho, talvez vista como a Flor saindo da tristeza do Frio. Supero-me e assim torno-me mais eu. De um cubo viro o mar, do mar um triangulo e daí simplesmente me destruo, para daí surgir a modernidade. Sou eu literatura, mutante e anormal de canção trovadoreira transformo-me no surreal. Do surreal surgi brasileira, antropofágica e nacionalista, apesar de criticada ainda continuo, falo do sertão ao sul do Brasil , pessoas e aspectos culturais são o que importa, fujo das normas, que os quartetos e tercetos se explodam .Hoje dou lugar ao contemporâneo não quebra imagens conceitos ou regras, só junta tudo e apazigua-me em tempo de guerra e por isso me torna singular.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
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Um comentário:
amiiiiiga linda! como sempre vc escrevendo maravilhosamente bem, e para melhorar aliou isso ao seu domínio da literatura! genial!!!!
bj do Dré
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